Conversão de energia renovável em hidrogênio verde
Impulsionando o futuro do transporte marítimo com e-metanol
Mais de 80% do comércio mundial é efetivamente transportado por via marítima. Todos os dias, mais de 100.000 embarcações transportam alimentos, petróleo, matérias-primas, equipamentos eletrônicos e outras mercadorias pelos oceanos. Paralelamente, quase 100% dessas embarcações são movidas a combustíveis fósseis, como o óleo combustível pesado (HFO), respondendo por cerca de 2,9% das emissões globais de CO₂, sem considerar a logística terrestre adicional. O e-metanol é uma alternativa de combustível escalável e sustentável ao HFO, e a tecnologia, as cadeias de suprimento e o mercado já existem.
Atualmente, grandes navios porta-contêineres queimam cerca de 84.000 galões de combustível por dia, totalizando aproximadamente 330 milhões de toneladas métricas por ano de consumo total de combustível. Esse uso gera emissões com efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde humana, por exemplo: o CO₂ provoca o aquecimento global, os NOx são responsáveis por doenças respiratórias e o material particulado causa diversos problemas de saúde.
No Brasil, o transporte marítimo é uma das principais conexões do país com o mercado global. Há potencial de expansão, apesar dos desafios estruturais. Atualmente o setor aquaviário representa cerca de 16% doa matriz de transporte brasileira. Em 2023, estima-se que foram movimentadas 1,3 bilhão de toneladas, com a incidência maior de grãos.
Rumo a um transporte marítimo mais sustentável
O setor tem sido chamado a mudar seu rumo. Por exemplo, a diretiva Fuel EU Maritime da União Europeia promove o uso de combustíveis renováveis e de baixo carbono para navios e estabelece limites máximos para a intensidade média anual de emissões de gases de efeito estufa da energia utilizada pelas embarcações. Essa intensidade deve diminuir gradualmente ao longo do tempo, alcançando uma redução de até 80% até 2050.
Além disso, o Sistema de Comércio de Emissões da UE (EU ETS) cobre 50% das emissões das viagens extra-UE e 100% das viagens intra-UE, exigindo a entrega de licenças para 40% das emissões totais reportadas em 2024, 70% em 2025 e 100% a partir de então. Essas obrigações inserem o setor de transporte marítimo no mercado de carbono da UE.
Adicionalmente, a Organização Marítima Internacional (IMO) tem como objetivo reduzir as emissões do setor em 20% até 2030 e em 70% até 2040. O uso de e-metanol contribui para o atendimento a regulamentações mais rigorosas e está alinhado ao movimento global em direção a práticas de transporte marítimo mais sustentáveis.
A adoção do e-metanol como combustível marítimo é um meio eficaz de reduzir as emissões de CO₂ e diminui de forma significativa as emissões de óxidos de enxofre (SOx), óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado (MP), quando comparado ao óleo combustível pesado (HFO) ou ao óleo diesel marítimo (MGO).
Na ANDRITZ, impulsionamos o futuro do transporte marítimo ao oferecer soluções P2X integradas para a produção de e-metanol.
Explore o potencial do e-metanol
Um mercado em crescimento à espera
O e-metanol vem ganhando popularidade e desponta como a principal alternativa de combustível após o GNL (LNG). Os maiores gigantes globais do transporte marítimo, como primeiros adotantes, estão traçando o rumo rumo aos combustíveis sustentáveis, com destaque para o e-metanol.
Por exemplo, Maersk, Evergreen e COSCO realizaram investimentos em embarcações movidas a e-metanol. Em 2024, havia 357 embarcações na carteira de pedidos, das quais 195 navios possuem motores dual fuel a metanol. As 162 restantes são methanol-ready, methanol- or ammonia-ready, ou methanol-, ammonia- or LNG-ready.
"O e-metanol contribui para a descarbonização e possibilita a combustão de combustíveis ambientalmente corretos nos sistemas de propulsão marítimos. Com base em nosso know-how tecnológico próprio, a ANDRITZ está comprometida em fornecer soluções EPC para plantas de produção de e-metanol. Isso está perfeitamente alinhado às ambições centrais da área de negócios de Meio Ambiente e Energia da ANDRITZ."
Andreas Rupieper, Vice-Presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios, P2X, ANDRITZ
ANDRITZ: seu parceiro integral em plantas de e-metanol
A ANDRITZ responde à necessidade urgente de descarbonização e transição verde da indústria marítima. Oferecemos plantas P2X integradas e completas, que viabilizam a produção de e-metanol — desde serviços de consultoria até projetos EPC com garantias completas de desempenho, incluindo tecnologias proprietárias da ANDRITZ.
Nossos contratos de serviços de longo prazo são baseados em nossa solução digital proprietária, assegurando confiabilidade e desempenho ao longo de todo o ciclo de vida da planta.
As soluções integradas da ANDRITZ incluem:
- Conversão de uma ideia em um projeto detalhado e um plano de execução;
- Trabalhos de pré-engenharia (FEL-1 a FEL-3) para dar total suporte à Decisão Final de Investimento do cliente (Final Investment Decision – FID);
- Execução do projeto em regime EPC (Engenharia, Suprimentos e Construção);
- Fornecimento de serviços LTSA (contratos de serviços de longo prazo) para a planta em operação.