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Tesouro verde: como capitalizar o papel do CO₂ biogênico na produção de E-metanol

Todos os anos, lançamos mais de 37,8 bilhões de toneladas de CO₂ na atmosfera, segundo o Global Carbon Budget. Para se ter uma dimensão dessa quantidade, isso equivale ao peso de cerca de 100 milhões de aeronaves Boeing 747 totalmente carregadas. Setores como o transporte marítimo, responsável por quase 3% das emissões globais, dependem há muito tempo de combustíveis fósseis, contribuindo significativamente para essa carga global de carbono.

Antes associado exclusivamente à crise climática, o CO₂ passa agora a emergir como uma matéria prima essencial na transição para combustíveis sustentáveis. À medida que as indústrias avançam em seus processos de descarbonização, o e-metanol ganha espaço como uma solução viável e de baixo carbono para o transporte marítimo e  aviação — dois dos setores mais difíceis de descarbonizar —, com outros setores começando gradualmente a seguir o mesmo caminho. No entanto, o sucesso da produção de e-metanol depende do acesso a um fornecimento estável de CO₂ biogênico. É exatamente esse tipo de oportunidade que a indústria de papel e celulose esperava.

Ao integrar tecnologias de captura e utilização de CO₂, as fábricas de celulose podem não apenas contribuir para o crescente mercado de e-metanol, como também desbloquear uma nova fonte de receita. O desafio é que muitas fábricas ainda não sabem por onde começar — capitalizar o CO₂ biogênico é um território inexplorado.

Como fornecedora líder de soluções de captura de carbono e e combustíveis, além de especialista em todos os aspectos das fábricas de celulose, a ANDRITZ está ajudando a indústria de papel e celulose a se posicionar como fornecedora estratégica essencial em um mercado de e metanol em rápida expansão.

CO₂ biogênico: uma peça-chave no quebra cabeça do e-metanol

A produção de e-metanol depende de dois insumos chave. O primeiro é o hidrogênio verde, uma forma de hidrogênio produzido a partir de eletricidade renovável e da eletrólise da água. O segundo é o CO₂ biogênico, proveniente de biomassa renovável como madeira, resíduos agrícolas e restos de alimentos. Diferentemente do CO₂ de origem fóssil, o CO₂ biogênico faz parte de um ciclo natural do carbono, o que significa que não adiciona novos gases de efeito estufa à atmosfera nem desequilibra o balanço de carbono do planeta. Em vez disso, ele recicla o carbono já existente, tornando se um recurso carbono neutro para a produção de e-metanol.

Pense no CO₂ biogênico como um “tesouro verde”. Assim como um recurso precioso, ele guarda um enorme valor ainda inexplorado, sobretudo na transição para combustíveis de baixo carbono. Para colocar esse potencial em perspectiva: se todo o metanol de origem fóssil pudesse ser substituído por e-metanol produzido a partir de CO₂ biogênico, seria possível eliminar emissões equivalentes às de todo o setor de transporte da Alemanha.

Com frequência, o CO₂ é sequestrado como uma forma de reduzir emissões, oferecendo uma estratégia de mitigação climática de longo prazo. Mas o CO₂ biogênico é valioso demais para simplesmente ser armazenado. Em vez disso, as fábricas de celulose têm uma oportunidade única de utilizar o CO₂ biogênico como matéria prima essencial para a produção de e-metanol, transformando aquilo que antes era visto como o vilão do aquecimento global em uma força para a sustentabilidade e a rentabilidade.

Desbloqueando o potencial das fábricas de celulose

Está claro que o CO₂ biogênico está em alta demanda, mas garantir um fornecimento confiável e em grande escala ainda é um desafio. É nesse ponto que as fábricas de papel e celulose têm uma vantagem clara e distinta. Como parte do processo  kraft de polpação, essas unidades geram volumes significativos de CO₂ biogênico, principalmente a partir da combustão de biomassa em caldeiras de recuperação e fornos de cal. De forma crucial, a corrente de CO₂ proveniente dos fornos de cal é altamente concentrada, o que torna sua captura significativamente mais simples e econômica.

Com a infraestrutura adequada, essas fábricas podem se tornar fornecedoras estratégicas de CO₂ carbono neutro, transformando uma emissão operacional em uma matéria prima valiosa para a indústria de e-metanol.

No entanto, apesar dessas vantagens, a maioria das fábricas de celulose ainda não capitalizam o CO₂ biogênico como uma fonte de receita. A inércia do setor — em que abordagens consolidadas há décadas dominam a tomada de decisão — levou a um impasse, com muitos atores aguardando para ver quem dará o primeiro passo. Mas, com a demanda por e combustíveis crescendo rapidamente, as fábricas de celulose visionárias que agirem agora poderão se estabelecer como protagonistas na emergente economia do e-metanol e colher os frutos dessa oportunidade.

A modern high tech large factory in south Norway

Os fundamentos da integração da captura de carbono

Gestores e proprietários de fábricas de celulose podem se sentir apreensivos diante da perspectiva de alterar operações já bem estabelecidas, mas não precisam se preocupar. A captura de carbono pode ser integrada de forma fluida, com impacto mínimo sobre os processos centrais. Muitas dessas fábricas já vêm se reposicionando como “biorrefinarias” (bioproduct mills), com foco na maximização de todos os produtos e fluxos potenciais, em linha com metas e exigências de sustentabilidade. A captura de emissões é apenas mais um passo natural nessa transição.

É nesse contexto que a ANDRITZ entra em cena. Com décadas de experiência no projeto, construção e manutenção de fábricas de papel e celulose, a empresa está idealmente posicionada para apoiar a implementação da captura de CO₂ de forma economicamente viável e operacionalmente eficiente. Há diversas sinergias existentes que podem ser aproveitadas pelas fábricas para extrair o máximo dessa oportunidade com mínima disrupção operacional. Um dos principais benefícios está no aproveitamento de calor: a captura de carbono é intensiva em energia, mas as fábricas de celulose já geram excedentes de calor e vapor, que podem ser reaproveitados para reduzir os custos operacionais. Como esse calor é um subproduto de processos já existentes, sua otimização para a captura de CO₂ contribui para a redução do custo total da operação.

Além disso, o processo de produção de hidrogênio verde — um insumo chave para a geração de e-metanol — gera oxigênio como subproduto. As fábricas de celulose podem utilizar esse oxigênio em processos de combustão ou como agente de branqueamento, ampliando ainda mais a eficiência no uso de recursos.

Por fim, a adequação tecnológica é um fator decisivo para fábricas que desejam iniciar a implementação, já que diferentes métodos de captura de carbono dependem de energia térmica ou eletricidade. A abordagem mais adequada varia de acordo com fatores como preços regionais de energia e infraestrutura disponível. Com sólida expertise em engenharia de fábricas de celulose, hidrogênio verde, captura de carbono e soluções de e-metanol, a ANDRITZ atua de forma próxima a cada cliente para identificar e implantar a solução mais eficiente e econômica.

A vantagem competitiva dos pioneiros

No momento, o fornecimento de CO₂ biogênico é limitado. As fábricas de celulose que agirem primeiro podem conquistar uma vantagem competitiva em termos de preço, ao se posicionarem como pioneiras em um mercado ainda inexplorado. Além disso, é evidente que as regulamentações climáticas — especialmente na Europa — funcionam como um incentivo adicional para que as indústrias reduzam emissões e migrem para cadeias de suprimento sustentáveis. Assim, os benefícios de aproveitar o CO₂ biogênico são triplicados: as fábricas de celulose podem se alinhar às tendências de mercado, abrir uma nova e rentável frente de negócios e manter se um passo à frente no cumprimento regulatório.

A demanda por CO₂ biogênico só tende a crescer. A Maersk e outras grandes empresas já estão investindo no transporte marítimo movido a e-metanol, e o setor de aviação também avalia a adoção de combustíveis à base de metanol. Esses setores de difícil descarbonização são compradores prontos e dispostos de CO₂ biogênico. A oportunidade está posta — agora, trata se de ter a coragem de dar o primeiro passo.

 

Soluções P2X ANDRITZ

A ANDRITZ responde à necessidade urgente de descarbonização e transição verde. Oferecemos soluções integradas de P2X para a produção de hidrogênio verde, e-metanol e e-amônia — desde serviços de consultoria até projetos EPC com garantias completas de desempenho. Nossos acordos de serviço de longo prazo são baseados em nossa solução digital proprietária.

Conheça nossas soluções

Autores

Henrik Grönqvist

Diretor de e-metanol

Contato
E-mail: henrik.gronqvist@andritz.com

Klaus Bärnthaler

Diretor de Propostas e Desenvolvimento de Negócios- Captura de Carbono

Contato
E-mail: klaus.baernthaler@andritz.com

Nossa ampla gama de soluções para a transição energética sustentável

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