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Rumo ao limite de 1,5°C – O CO₂ biogênico é o elemento que faltava na indústria de combustíveis renováveis

Para limitar o aquecimento global a no máximo 1,5°C, conforme estabelecido no Acordo de Paris, as emissões globais precisam ser reduzidas em 43% até 2030 e alcançar emissões líquidas zero até 2050. Na ANDRITZ, entendemos que atingir essa meta exige mais do que promessas: requer infraestrutura resiliente, investimentos sólidos e uma execução industrial robusta. Somente por meio dessas ações é possível transformar soluções — como a captura de CO₂ biogênico — em resultados lucrativos e verdadeiros impulsionadores do cumprimento das metas climáticas.

A União Europeia estabeleceu como objetivo atingir a neutralidade climática até 2050. Esse compromisso é sustentado pelo Green Deal, que define estratégias para que diferentes setores avancem rumo a essa meta final, além do marco intermediário de redução de pelo menos 55% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, tomando como referência o ano de 1990.

No cenário global, o setor de transportes desempenha um papel central na redução de emissões — algo também reconhecido pelo Green Deal, que estabelece diretrizes regulatórias para que essas indústrias avancem rumo a um futuro de baixas emissões.

Enquanto o transporte rodoviário segue um caminho claro de eletrificação, a situação para aviação e navegação marítima é mais complexa. Esses setores são classificados como “hard-to-abate”, ou seja, difíceis de descarbonizar, e não apresentam alternativas viáveis de eletrificação. Eles também são responsáveis por emissões significativas: o setor marítimo contribui com cerca de 2,9% e o setor de aviação com 2,5% das emissões globais de CO₂.

Klaus Bärnthaler

“Mais de 80% do comércio global é transportado por via marítima, com mais de 100.000 embarcações movimentando alimentos, petróleo, matérias-primas e produtos todos os dias. O tráfego marítimo é essencial para manter o comércio global funcionando, mas quase 100% dos navios ainda utilizam combustíveis fósseis. Encontrar alternativas sustentáveis não é mais uma opção; é uma necessidade.”

Klaus Bärnthaler
Diretor de Propostas & Desenvolvimento de Negócios, Captura de Carbono, ANDRITZ

Um dos combustíveis mais promissores é o e-metanol produzido a partir de CO₂ biogênico. Como destaca nosso Diretor de E methanol, Henrik Grönqvist:

“Não podemos alcançar a neutralidade climática sem substituir os combustíveis fósseis por alternativas renováveis. Combustíveis produzidos com hidrogênio verde e CO₂ biogênico são essenciais para descarbonizar setores de difícil mitigação, como o marítimo e o de aviação.”

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O E-metanol transforma o CO₂ biogênico de emissões em matéria-prima

O e-metanol é um combustível renovável e de baixo carbono que pode ser utilizado tanto no transporte marítimo quanto na aviação. Ele é produzido a partir de CO₂ biogênico proveniente de biomassas. Diferente do CO₂ fóssil, o CO₂ biogênico faz parte do ciclo natural do carbono e, portanto, não aumenta a quantidade total de CO₂ na atmosfera. Como matéria-prima, é sustentável e amplamente disponível. A indústria global de celulose, por exemplo, emite cerca de 200 milhões de toneladas de CO₂ biogênico por ano.

 

 Henrik Grönqvist Director of E-methanol, ANDRITZ

“Capturar CO₂ biogênico de fábricas de celulose para produzir e metanol é uma solução ganha-ganha: reduz emissões das fábricas de celulose, diminui as emissões do transporte marítimo e aéreo e fornece um combustível renovável que reduz a dependência de petróleo e gás importados.”

Henrik Grönqvist
Diretor de e-methanol, ANDRITZ

Há também sinais concretos de que a demanda por e metanol está em crescimento. Diversas grandes empresas globais de navegação já estão investindo em embarcações movidas a e metanol e, em 2024, 195 navios com essa tecnologia estavam encomendados em estaleiros. Na Finlândia, estima se que a comercialização do CO₂ biogênico possa aumentar em 58% a receita da indústria florestal.

 

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A tecnologia já existe, mas quem será o primeiro a aproveitá-la?

A inovação tecnológica mais recente da ANDRITZ consiste em capturar o CO₂ biogênico produzido pela indústria de celulose e utilizá lo como matéria-prima em processos P2X que geram combustíveis sintéticos sustentáveis, como o já mencionado e metanol.

A tecnologia já está sendo testada com sucesso na Finlândia. É totalmente escalável e está pronta para uso em larga escala pela indústria. O próximo passo é colocá-la em prática.

Novas soluções para uma indústria pesada mais limpa não apenas ajudam as empresas a alinhar suas operações às exigências regulatórias cada vez mais rigorosas, mas também reduzem custos e até criam novos produtos rentáveis. A chave para resolver esse dilema está nas mãos de empresas de tecnologia e engenharia, como a ANDRITZ. O CO₂ biogênico e o e metanol são provas vivas disso.

Com os custos das mudanças climáticas já em ascensão, soluções que mitigam o impacto ambiental e, ao mesmo tempo, geram valor, tornam-se extremamente valiosas. O mercado está pronto e a lógica é simples: os primeiros players a adotá-las serão os que colherão os maiores benefícios.

 

Soluções P2X da ANDRITZ

A ANDRITZ responde à necessidade urgente de descarbonização e transição verde. Oferecemos soluções P2X integradas para a produção de hidrogênio verde, e metanol e e amônia, desde consultoria, até projetos EPC com garantias completas de desempenho.
Nossos contratos de serviço de longo prazo são baseados em nossa solução digital proprietária.

Conheça nossas soluções

Authors

Henrik Grönqvist

Diretor de e-metanol

Contato
E-mail: henrik.gronqvist@andritz.com

Klaus Bärnthaler

Diretor de Propostas e Desenvolvimento de Negócios- Captura de Carbono

Contato
E-mail: klaus.baernthaler@andritz.com